Terça-feira, 17 de Abril de 2007

curiosidades

 Hoje, na aula, referimo-nos à importância da Companhia de Jesus no combate aos avanços das ideias protestantes e falámos no nome de alguns jesuítas, nomeadamente, S. Francisco de Borja, a propósito dos seguintes acontecimentos:

D. Isabel de Portugal, imperatriz da alemanha, por TicianoEm 1529 faleceu a imperatriz Isabel da Alemanha, esposa de Carlos V e filha de D. Manuel de Portugal. A imperatriz estava no auge da sua beleza e do seu poder, sendo estimada e respeitada por todos na Alemanha. Carlos V decidiu que Francisco de Borja, futuro duque de Gandía, deveria acompanhar os restos mortais de D. Isabel até ao panteão real de Espanha, em Granada. Aí chegados, quinze dias depois, e sob um sol abrasador, Francisco de Borja teve que reconhecer o corpo já em adiantado estado de decomposição. Nessa altura reflectiu profundamente sobre a fragilidade das glórias do mundo e decidiu que só valia a pena amar a Deus, o único ser que é eterno: nunca mais amarei quem não possa viver sempre!

 

Mais tarde, devido àquela decisão, S. Francisco de Borja irá ingressar na Companhia de Jesus de que seria figura destacada.

 

As reflexões do duque de Gandía impressionaram tanto a nossa poetisa Sophia de Mello Breyner, que dedicou um poema ao assunto. É este:

---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GANDIA SOBRE A MORTE DE ISABEL DE PORTUGAL

 

Nunca mais 

A tua face será pura limpa e viva 

Nem o teu andar como onda fugitiva 

Se poderá nos passos do tempo tecer. 

E nunca mais darei ao tempo a minha vida. 

 

Nunca mais servirei senhor que possa morrer.

A luz da tarde mostra-me os destroços 

Do teu ser. Em breve a podridão 

Beberá os teus olhos e os teus ossos 

Tomando a tua mão na sua mão. 

 

Nunca mais amarei quem não possa viver 

Sempre, 

Porque eu amei como se fossem eternos 

A glória, a luz e o brilho do teu ser, 

Amei-te em verdade e transparência 

E nem sequer me resta a tua ausência, 

És um rosto de nojo e negação 

E eu fecho os olhos para não te ver. 

 

Nunca mais servirei senhor que possa morrer. 

---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Lindíssimo, não é? Se quiserem ler mais poemas de Sophia de Mello Breyner podem consultar esta página.

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Nota: referimos o papel notável desempenhado pelo Padre António Vieira. E que tal se consultassem esta página e esta e fizessem um resumo da sua biografia?

publicado por asergio às 19:28
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