Sábado, 26 de Abril de 2008

É com muito prazer!

Ora então, a pedido do André Durães, aqui ficam duas imagens da Última Ceia de Leonardo da Vinci.

 

 Apenas a pintura. Sendo a parede de um refeitório, Leonardo criou a ilusão de que o espaço se prolonga, pintando janelas que não existem

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Outro efeito extraordinário, em tromp l'oeil. Sublime, não é? Pena que seja uma pintura impossível de restaurar, tais as novidades e os segredos de da Vinci!

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É uma obra de um dramatismo poderoso porque representa a última refeição de Jesus que sabia que iria sofrer, brevemente, um processo infame e uma morte horrível. Leonardo, parece-me, representa o momento em que Jesus diz aos discípulos que será um deles quem o irá trair. Olhemos com atenção os gestos, os rostos e as expressões.

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Só depois de nos deslumbrarmos é que devemos olhar para os aspectos técnicos. Repare-se no modo como obteve a perspectiva. Brilhante, não é?

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Gostaria de ler as vossas interpretações, agora que aprenderam a olhar melhor para uma obra de arte e a compreendê-la.

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Nota (para o André, pois foi dele o pedido, mas vale para todos): dado que as fotos do sapo só permitem uma ampliação pequena, sugiro-te que visites esta galeria de arte. Entras e, na página que se abre, aparece-te o abecedário (em baixo). Clicas em "L" de Leonardo e procuras Leonardo da Vinci (está tudo organizado por ordem alfabética). Encontrado Leonardo, podes abrir cada um dos links, mas aquilo que procuras está em "Paintings in the 1490s". Se clicares sobre as imagens terás uma bela surpresa. Depois dizes-me.

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Deixaste-me muito feliz com o teu pedido.

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Fátima Stocker

sinto-me:
publicado por asergio às 18:13
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

A Pintura do Renascimento

 
É magnífica, a pintura renascentista. Além do apuramento técnico, que referimos na aula, há muito a observar sobre esta forma de arte.

 

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Lembra-te que a senhora não está grávida: é a "linha S", moda da época. Poderás ver a mesma linha em diversas outras pinturas

Comecemos pela atenção ao pormenor, bem visível nas pinturas do Norte da Europa. Destacamos Van Eyck, com aquela pintura que analisámos com tanto cuidado na aula. Repara bem na mestria com que estão pintadas as roupas das pessoas. E o cão? E o espelho (olha para o pormenor, apesar de a reprodução ser de pouca qualidade)? Já vês melhor o ponto de fuga? Segue, de novo, as linhas oblíquas com o olhar.
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Ninguém diria que existe tanta racionalidade no estudo prévio, de tal modo tudo parece natural. Mas se repararmos bem em todas as pinturas, constataremos a grande preocupação com o equilíbrio da composição e a distribuição das formas. É assim, ou não? Se repararmos melhor, verificaremos como é frequente, tal como na escultura, a composição piramidal.
 
          A Escola de Atenas, de Rafael: grande homenagem à Antiguidade. Rafael fez-se retratar no meio dos grandes sábios gregos  
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        Leonardo da Vinci, A Virgem dos Rochedos. Qual é o Menino Jesus? Segue atentamente os gestos e os olhares, para teres uma resposta    Da Vinci, A Vigem, Santa Ana, o Menino e S. João Baptista. Desenho a lápis de carvão
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De seguida, observemos o naturalismo que os pintores procuram alcançar: ser fiel à realidade, retratar tudo como se fosse verdade é um grande desafio para os pintores, mesmo quando pintam figuras mitológicas ou que nunca conheceram. Reparemos, ainda, como a natureza está presente em grande número destas pinturas. Na verdade, os pintores renascentistas tiveram o cuidado de, na pintura, demonstrarem o apreço pela natureza e o conhecimento que dela têm.
 
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Botticelli, A Primavera. Nesta pintura estão representadas dezenas de flores. Procura identificar as divindades presentes.
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  Botticelli, O Nascimento de Vénus. A natureza, mais uma vez, envolvendo cenas mitológicas
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Vejamos, ainda, a diversidade dos temas tratados: religiosos, mitológicos (greco-romanos), cenas da vida quotidiana, retratos, etc. É frequente o recurso à figuração do nu, mostrando, com isso, o apreço pela Antiguidade Clássica e a valorização do corpo humano.
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 Miguel Ângelo, tecto da capela Sistina. Neste tecto, Miguel Ângelo representa cenas do livro do Génesis. Repara bem no tromp l'oeil. Repara bem na força que parece sair de cada uma das imagens. Miguel Ângelo atreveu-se, mesmo, a representar Deus!
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Miguel Ângelo, Juízo Final, também na capela Sistina. Do Génesis, Miguel Ângelo saltou para o Apocalipse, livro que descreve o fim do Mundo, momento em que Jesus virá dar vida eterna aos justos e lançar no inferno os pecadores. Repara bem como ele separa os dois mundos.
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A PINTURA PORTUGUESA
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Tal como por toda a Europa, também em Portugal se pintou segundo os modelos clássicos e foram utilizadas as novas técnicas: pintura a óleo e perspectiva. Entre nós, no entanto, é flagrante a influência da pintura do Norte da Europa, devido às estreitas relações económicas e políticas que ligam a Flandres a Portugal.
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O mais notável exemplar da pintura portuguesa são os painéis de  S. Vicente de Fora, políptico atribuído a Nuno Gonçalves. Aqui ficam, numa montagem que não está lá muito bem feita, mas que foi o melhor que consegui fazer. (Para visualizares cada um dos painéis, clica sobre esta imagem e procura, depois, no álbum das fotos do sapo).
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Esta é uma pintura única no mundo!
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O pintor português que mais obra nos legou foi Vasco Fernandes que, por ser tão importante, ficou conhecido por Grão Vasco. São dele as duas pinturas seguintes. Procura interpretá-las, exactamente, do mesmo modo que interprestaste as anteriores.
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 Grão Vasco, S. Pedro
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Grão Vasco, Penecostes. Não te esqueças que o Pentecostes é a descida, em línguas de fogo, do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora, reunidos no Cenáculo.
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Espero que tenhas sentido, pela arte renascentista, o mesmo deslumbramento que eu sinto. Ficaria muito feliz!
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Fátima Stocker

sinto-me:
publicado por asergio às 17:04
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

A Escultura do Renascimento

Ghiberti: "Portas do Paraíso"Também os escultores renascentistas se inspiraram directamente nos modelos clássicos. As suas figuras – nomeadamente a figura humana – são representadas de forma harmoniosa e com um realismo notável para o qual contribui o estudo profundo da anatomia. Tal estudo revela o desejo de perfeição que estes escultores sempre almejaram alcançar.

 

É igualmente da Antiguidade Clássica que se recupera a representação do nu humano e as figuras equestres.  

 

Ghiberti e Donatello são dois nomes grandes da escultura renascentista, mas foi com Miguel Ângelo que ela atingiu um grau de perfeição dificilmente alcançável. Repara no dinamismo, no vigor ou no dramatismo que este artista admirável consegue imprimir a todas as suas obras!

 

Agora vou calar-me porque quero, apenas, que te deixes encantar pelas imagens. Já sabes: para ampliar é só clicar sobre as figuras.

         Donatello: "David"             Donatello: "David" (pormenos)

 

Miguel Ângelo: "David"      Miguel Ângelo: David (cabeça)

 

                                         Miguel Ângelo: "David" (mão)

 

                                       Miguel Ângelo: "Pietà"   

            Miguel Ângelo: "Pietà" (rosto de Maria)           Miguel Ângelo: "Pietà" (rosto de Cristo)

 

 

 

                     Miguel Ângelo: "Escravo"                      Miguel Ângelo: "Escravo" (inacabado)

 

 

                

                                                  Donatello: "Maria Madalena"

 

Posso propor um exercício? Que tal, se comparassem as representações de David feitas por Miguel Ângelo e por Donatello? Quereriam ambos representar o mesmo aspecto da personagem?

 

Nota: para quem se não lembra, recordo que David foi o pequeno israelita que derrotou o gigante Golias com uma funda e que, depois, se veio a tornar no mais importante rei de Israel.
Fátima Stocker
publicado por asergio às 17:46
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Arquitectura Manuelina

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O estilo manuelino desenvolveu-se em Portugal em finais do séc. XV e início do séc. XVI, sobretudo durante o reinado de D. Manuel I, rei de quem deriva o nome do estilo.
 
Vimos, na aula, que o manuelino utiliza elementos de vários outros estilos a que associa uma decoração muito original. Essa ornamentação é profusa e exuberante, traduzindo-se em:
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relevos de cinzelados muito finos e rendilhados, abarcando, essencialmente,
motivos naturalistas (sobretudo de influência marinha, mas também de muita fauna e flora, alguns dos quais imaginários),
a simbologia dos descobrimentos, mas também
a heráldica régia (os símbolos régios e nacionais).
Eis, agora, algumas imagens de obras-primas da arquitectura manuelina:
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   Nave central da Igreja dos Jerónimos, em Lisboa
Igreja dos Jerónimos. Repara no belíssimo efeito decorativo provocado pelas colunas e arcaria
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   Claustro dito de D. João III (estilo renascentista)
Claustro de D. João III (Convento de Cristo em Tomar) Ao fundo, estilo manuelino; à frente, estilo  clássico renascentista
Compara os dois estilos e perceberás melhor as diferenças.
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Convento de Cristo em Tomar: fachada da sala do capítulo. Esta fotografia foi retirada daqui:
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Foram vários os arquitectos ligados ao estilo manuelino, mas destacam-se:
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Diogo Boitaca (Igreja de Jesus em Setúbal; Mosteiro dos Jerónimos, etc.);
Mateus Fernandes (Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha);
Diogo Arruda (Convento de Cristo em tomar);
João de Castilho (Capela-mor da sé de Braga; Mosteiro dos Jerónimos)
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Nota: uma breve pesquisa pela internet fornece numerosas imagens de edifícios de estilo manuelino. Sobre a Igreja dos Jerónimos, para que percebas melhor a relação com a função religiosa, aconselho que visites a página da Paróquia de S.ta Maria de Belém (clica nas palavras).
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Há dúvidas? Sugestões?
Bom trabalho
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Fátima Stocker
publicado por asergio às 17:09
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Renascimento: a arquitectura

Antes de mais, gostaria que cada um percorresse a página, olhasse para as imagens e deixasse deslumbrar. Para ver a imagem ampliada basta clicar sobre ela. Depois, então,lê o texto e procura as características da…

 

  arquitectura do Renascimento

 

 

 

A arquitectura do Renascimento, já o sabes, inspirou-se directamente, na arquitectura greco-romana. À Antiguidade foram-se buscar os elementos essenciais dessa forma de construir:

          as ordens arquitectónicas

     (dórica, jónica e coríntia);

      o arco de volta perfeita;

      o frontão;

      a abóbada de berço;

       a cúpula; etc.

Devido a isso, o Renascimento transforma-se numa segunda época clássica. (Nos dois esquemas podes encontrar cada um dos elementos referidos).

 

    Palácio RuccelaiMiguel Ângelo: Biblioteca Laurentina

A característica mais evidente desta nova arquitectura é a impressão de horizontalidade (por oposição ao gótico) definida pelas cornijas, frisos e balaustradas.

 

Predomina um equilíbrio que é absolutamente geométrico para o qual contribui a simetria presente na distribuição dos volumes.

 

 Bramante: Basílica de S. Pedro

 

 

 

Brunelleschi: Catedral de Santa Maria das Flores

Brunelleschi foi o primeiro grande arquitecto do Renascimento, responsável, entre muitas outras, pela construção de grande parte Catedral de Santa Maria das Flores em Florença, nomeadamente da sua grande cúpula.

Esta obra serviria de inspiração a quase todos os outros arquitectos, nomeadamente Bramante que construiu a Basílica de S. Pedro em Roma e Miguel Ângelo, responsável pela enorme cúpula dessa catedral.

   Cúpula da Basílica de S. Pedro: Miguel Ângelo   Interior da cúpula da Basílica de S. Pedro em Roma

 

 

Fátima Stocker

publicado por asergio às 23:20
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