Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007

Objectivos para o ponto (6/2)

 

Antes de mais, não esquecer de comprar a folha de ponto!!!

 

 

1 - Identifica os períodos de descobrimento da costa atlântica de África: balizas geográficas e cronológicas.

2 - Explica em que consistiu o contrato com Fernão Gomes.

3 - indica quais os objectivos estabelecidos por D. João II para os descobrimentos, relacionando-os com as viagens de 1487.

4 - Enuncia as decisões importantes incluídas no Tratado de Tordesilhas.

5 - Conhece o papel desempenhado pelos protagonistas: D. João II; Diogo Cão; Bartolomeu Dias; Vasco da Gama; Pedro Álvares Cabral; Cristóvão Colombo.

6 - Identifica, no mapa, as seguintes rotas marítimas: do descobrimento da América; da descoberta do caminho marítimo para a Índia; do descobrimento do Brasil.

7 - Justifica o percurso das duas últimas rotas referidas.

8 - Explica a importância da feitoria da Mina.

9 - Justifica as conquistas de Afonso de Albuquerque.

10 - Distingue feitoria de possessão.

11 - Menciona os produtos transaccionados através da rota do Cabo.

12 - Caracteriza a organização do império português do Oriente.

13 - Relaciona a presença portuguesa no mundo com a prática da missionação e da miscigenação.

14 - Explica de que modo se procedeu ao povoamento e colonização do Brasil.

15 - Indica datas de acontecimentos fundamentais: dobragem do Cabo da Boa

Esperança; descobrimento da América; Tratado de Tordesilhas; descobrimento do caminho marítimo para a Índia; descobrimento do Brasil.

    

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publicado por asergio às 18:48
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007

Apresentação

O prometido é devido! Criado está o blog para os meus alunos de oitavo ano, na esperança de que seja muito visitado e comentado!

Fica já o primeiro trabalho. Lembram-se?

Para que se pusessem na pele dos descobridores de quatrocentos, sentissem os seus anseios, preocupações, angústias e dificuldades, pedi aos alunos do 8.º D que imaginassem que a sonda Cassini era tripulada e que cada um deles integrava a tripulação dos visitantes de Saturno. A Marta Prazeres escreveu o seguinte:
 
 
Bem, eu não sei o que faria se me propusessem ir na sonda Cassini até Saturno. Para mim seria muito difícil, mas muito difícil decidir-me, porque eu teria a minha família, os meus amigos, as minhas coisas, ou seja, a minha vida, porque afinal a nossa ciência está evoluída, mas não está tão evoluída de maneira a que os cientistas me garantissem que, se fosse até Saturno, voltaria viva, porque a viagem decorreria com normalidade.
 
 
Os receios da Marta são os mesmos que sobressaltavam os marinheiros quatrocentistas. Na época também se falava dos avanços científicos na arte de marear: havia bússolas e astrolábios; quadrantes e boas caravelas com velas latinas que eram a tecnologia de ponta. Mas… o mar é tão grande e desconhecido! São tantos os mistérios e as histórias horrendas que dele se contam… Sabíamos menos dele do que sabemos hoje do céu infinito que nos envolve!
 
Eu tenho muito medo da morte e pensar que, se fosse até Saturno e se alguma coisa, por mais pequena que fosse, deitasse tudo a perder… É muito complicado! Por um lado, eu estaria a fazer algo que contribuísse para a Humanidade, para a evolução da ciência mas por outro lado é como se estivéssemos a brincar com a nossa vida, como se fosse um brinquedo.
 
 
Nas viagens de descobrimentos tudo podia correr mal e o perigo era a companhia mais certa Os naufrágios sucediam-se; as doenças eram constantes! Sobretudo o escorbuto, doença horrível que faz apodrecer as gengivas e mata, sujeitando o doente a uma agonia atroz! Tens razão, Marta, era como se se brincasse com a vida!
 
Mas imaginando que diria que sim, que aceitava ir na sonda Cassini até Saturno, eu iria ficar muito nervosa antes da viagem, e excitada, porque, afinal não é todos os dias que se vai a Saturno.
 
 
Pois não! Nem é todos os dias que alguém tem peito forte para dobrar o Bojador (Gil Eanes); para navegar a Sul do Equador (Diogo Cão, etc. – Ai os mitos sobre os antípodas!!!); para encontrar o fim de África e provar que o Índico é oceano (Bartolomeu Dias)!
 
Durante a viagem teria muito tempo para aproveitá-lo da melhor forma, porque a viagem levaria muito tempo. Para além de estar em contacto permanente com a Terra, levaria muitos mantimentos; se houvesse oportunidade levaria um, ou mais livros para ler, o meu mp3 e muitas outras coisas para me entreter. Levaria uma foto dos meus pais e do meu irmão para nunca me esquecer que, por mais longe que estivesse, de certeza que eles estariam sempre no meu coração para me apoiarem. Levaria também um terço e a minha Bíblia para rezar sempre que pudesse e pedir a Deus para que a viagem corresse bem.
 
Que vantagem a tua, Marta! Os descobridores de quatrocentos saíam e perdiam todas as hipóteses de contacto com Lisboa; navegavam meses e meses sem parar em terra alguma. Às vezes, se paravam, podiam encontrar pessoas pouco amigáveis…
As provisões eram a preocupação principal: os navios tinham que ir preparados para o que desse e viesse. Por isso, abasteciam-se de animais vivos, carne seca e muito biscoito. A farinha nova rapidamente ganhava bolor e apodrecia nos porões e a água estagnada entrava facilmente em putrefacção nas latitudes por onde navegávamos. Por isso, fazer escala para fazer aguada era condição de sobrevivência! Mas o escorbuto era garantido devido à exiguidade dos alimentos frescos.
A maioria dos marinheiros não se podia dar ao luxo de ler porque quase todos eram analfabetos, por isso entretinham-se, quando não estavam de escala, a jogar uns com os outros e a contar histórias. Alguns levavam consigo um lenço ou qualquer objecto das pessoas que amavam mas a maioria guardava apenas a lembrança das lágrimas e do adeus no cais de Belém. Talvez houvesse um crucifixo guardado nalgum bolso!
A bordo, nunca faltava o capelão, responsável pela celebração dos serviços religiosos. Afinal, estes homens eram cristãos!
 
 
Saturno deve ser um planeta fantástico e único. Tiraria muitas fotografias para, no caso de voltar à Terra, ter algo para recordar da viagem maravilhosa que, de certo, iria ser.

No regresso também estes homens traziam lembranças que eram prova viva do êxito da sua viagem. Quem se não lembra das “rosas de Santa Maria” que Gil Eanes recolheu, para o Infante D. Henrique, como prova de que tinha dobrado o Bojador?

Com este texto consegui perceber o que sentiram os grandes descobridores portugueses e, agora, os astronautas, ao irem ao encontro do desconhecido. É de louvar o que fizeram e, ainda hoje, fazem…
Marta Prazeres
 
Ainda bem, Marta. O objectivo era esse!
 
 Fátima Stocker
publicado por asergio às 17:37
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