Sábado, 31 de Maio de 2008

Objectivos para o ponto

 

 

1 – Relaciona a venda das indulgências com o início da Reforma Protestante.
 
2 – Distingue os seguintes aspectos de fé entre as propostas de Martinho Lutero e as teses católicas:
           
            Como se alcança a salvação
            Sacramentos
            Interpretação e tradução da Bíblia
 
3 Identifica as três primeiras igrejas protestantes.
 
4 – Descreve a actuação da inquisição em Portugal relacionando-a com os “cristãos-novos”.
 
5 – Identifica os pretendentes ao trono de Portugal por morte de D. Henrique.
 
6 – Explica o significado das promessas de Filipe II nas cortes de Tomar.
 
7 – Interpreta a árvore genealógica dos reis de Portugal desde D. Manuel até D. João IV.
 
8 – Justifica, com base na árvore genealógica, as pretensões de D. Catarina (duquesa de Bragança), Filipe II, D. António (prior do Crato) e, mais tarde, de D. João (duque de Bragança), ao trono de Portugal.
 
9 – Relaciona as seguintes datas com acontecimentos essenciais da História de Portugal:
       1578
       1580
       1581
       1640

Fátima Stocker

publicado por asergio às 11:12
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Sábado, 26 de Abril de 2008

É com muito prazer!

Ora então, a pedido do André Durães, aqui ficam duas imagens da Última Ceia de Leonardo da Vinci.

 

 Apenas a pintura. Sendo a parede de um refeitório, Leonardo criou a ilusão de que o espaço se prolonga, pintando janelas que não existem

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Outro efeito extraordinário, em tromp l'oeil. Sublime, não é? Pena que seja uma pintura impossível de restaurar, tais as novidades e os segredos de da Vinci!

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É uma obra de um dramatismo poderoso porque representa a última refeição de Jesus que sabia que iria sofrer, brevemente, um processo infame e uma morte horrível. Leonardo, parece-me, representa o momento em que Jesus diz aos discípulos que será um deles quem o irá trair. Olhemos com atenção os gestos, os rostos e as expressões.

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Só depois de nos deslumbrarmos é que devemos olhar para os aspectos técnicos. Repare-se no modo como obteve a perspectiva. Brilhante, não é?

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Gostaria de ler as vossas interpretações, agora que aprenderam a olhar melhor para uma obra de arte e a compreendê-la.

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Nota (para o André, pois foi dele o pedido, mas vale para todos): dado que as fotos do sapo só permitem uma ampliação pequena, sugiro-te que visites esta galeria de arte. Entras e, na página que se abre, aparece-te o abecedário (em baixo). Clicas em "L" de Leonardo e procuras Leonardo da Vinci (está tudo organizado por ordem alfabética). Encontrado Leonardo, podes abrir cada um dos links, mas aquilo que procuras está em "Paintings in the 1490s". Se clicares sobre as imagens terás uma bela surpresa. Depois dizes-me.

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Deixaste-me muito feliz com o teu pedido.

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Fátima Stocker

sinto-me:
publicado por asergio às 18:13
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

A Pintura do Renascimento

 
É magnífica, a pintura renascentista. Além do apuramento técnico, que referimos na aula, há muito a observar sobre esta forma de arte.

 

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Lembra-te que a senhora não está grávida: é a "linha S", moda da época. Poderás ver a mesma linha em diversas outras pinturas

Comecemos pela atenção ao pormenor, bem visível nas pinturas do Norte da Europa. Destacamos Van Eyck, com aquela pintura que analisámos com tanto cuidado na aula. Repara bem na mestria com que estão pintadas as roupas das pessoas. E o cão? E o espelho (olha para o pormenor, apesar de a reprodução ser de pouca qualidade)? Já vês melhor o ponto de fuga? Segue, de novo, as linhas oblíquas com o olhar.
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Ninguém diria que existe tanta racionalidade no estudo prévio, de tal modo tudo parece natural. Mas se repararmos bem em todas as pinturas, constataremos a grande preocupação com o equilíbrio da composição e a distribuição das formas. É assim, ou não? Se repararmos melhor, verificaremos como é frequente, tal como na escultura, a composição piramidal.
 
          A Escola de Atenas, de Rafael: grande homenagem à Antiguidade. Rafael fez-se retratar no meio dos grandes sábios gregos  
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        Leonardo da Vinci, A Virgem dos Rochedos. Qual é o Menino Jesus? Segue atentamente os gestos e os olhares, para teres uma resposta    Da Vinci, A Vigem, Santa Ana, o Menino e S. João Baptista. Desenho a lápis de carvão
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De seguida, observemos o naturalismo que os pintores procuram alcançar: ser fiel à realidade, retratar tudo como se fosse verdade é um grande desafio para os pintores, mesmo quando pintam figuras mitológicas ou que nunca conheceram. Reparemos, ainda, como a natureza está presente em grande número destas pinturas. Na verdade, os pintores renascentistas tiveram o cuidado de, na pintura, demonstrarem o apreço pela natureza e o conhecimento que dela têm.
 
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Botticelli, A Primavera. Nesta pintura estão representadas dezenas de flores. Procura identificar as divindades presentes.
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  Botticelli, O Nascimento de Vénus. A natureza, mais uma vez, envolvendo cenas mitológicas
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Vejamos, ainda, a diversidade dos temas tratados: religiosos, mitológicos (greco-romanos), cenas da vida quotidiana, retratos, etc. É frequente o recurso à figuração do nu, mostrando, com isso, o apreço pela Antiguidade Clássica e a valorização do corpo humano.
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 Miguel Ângelo, tecto da capela Sistina. Neste tecto, Miguel Ângelo representa cenas do livro do Génesis. Repara bem no tromp l'oeil. Repara bem na força que parece sair de cada uma das imagens. Miguel Ângelo atreveu-se, mesmo, a representar Deus!
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Miguel Ângelo, Juízo Final, também na capela Sistina. Do Génesis, Miguel Ângelo saltou para o Apocalipse, livro que descreve o fim do Mundo, momento em que Jesus virá dar vida eterna aos justos e lançar no inferno os pecadores. Repara bem como ele separa os dois mundos.
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A PINTURA PORTUGUESA
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Tal como por toda a Europa, também em Portugal se pintou segundo os modelos clássicos e foram utilizadas as novas técnicas: pintura a óleo e perspectiva. Entre nós, no entanto, é flagrante a influência da pintura do Norte da Europa, devido às estreitas relações económicas e políticas que ligam a Flandres a Portugal.
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O mais notável exemplar da pintura portuguesa são os painéis de  S. Vicente de Fora, políptico atribuído a Nuno Gonçalves. Aqui ficam, numa montagem que não está lá muito bem feita, mas que foi o melhor que consegui fazer. (Para visualizares cada um dos painéis, clica sobre esta imagem e procura, depois, no álbum das fotos do sapo).
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Esta é uma pintura única no mundo!
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O pintor português que mais obra nos legou foi Vasco Fernandes que, por ser tão importante, ficou conhecido por Grão Vasco. São dele as duas pinturas seguintes. Procura interpretá-las, exactamente, do mesmo modo que interprestaste as anteriores.
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 Grão Vasco, S. Pedro
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Grão Vasco, Penecostes. Não te esqueças que o Pentecostes é a descida, em línguas de fogo, do Espírito Santo sobre os Apóstolos e Nossa Senhora, reunidos no Cenáculo.
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Espero que tenhas sentido, pela arte renascentista, o mesmo deslumbramento que eu sinto. Ficaria muito feliz!
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Fátima Stocker

sinto-me:
publicado por asergio às 17:04
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Terça-feira, 15 de Abril de 2008

A Escultura do Renascimento

Ghiberti: "Portas do Paraíso"Também os escultores renascentistas se inspiraram directamente nos modelos clássicos. As suas figuras – nomeadamente a figura humana – são representadas de forma harmoniosa e com um realismo notável para o qual contribui o estudo profundo da anatomia. Tal estudo revela o desejo de perfeição que estes escultores sempre almejaram alcançar.

 

É igualmente da Antiguidade Clássica que se recupera a representação do nu humano e as figuras equestres.  

 

Ghiberti e Donatello são dois nomes grandes da escultura renascentista, mas foi com Miguel Ângelo que ela atingiu um grau de perfeição dificilmente alcançável. Repara no dinamismo, no vigor ou no dramatismo que este artista admirável consegue imprimir a todas as suas obras!

 

Agora vou calar-me porque quero, apenas, que te deixes encantar pelas imagens. Já sabes: para ampliar é só clicar sobre as figuras.

         Donatello: "David"             Donatello: "David" (pormenos)

 

Miguel Ângelo: "David"      Miguel Ângelo: David (cabeça)

 

                                         Miguel Ângelo: "David" (mão)

 

                                       Miguel Ângelo: "Pietà"   

            Miguel Ângelo: "Pietà" (rosto de Maria)           Miguel Ângelo: "Pietà" (rosto de Cristo)

 

 

 

                     Miguel Ângelo: "Escravo"                      Miguel Ângelo: "Escravo" (inacabado)

 

 

                

                                                  Donatello: "Maria Madalena"

 

Posso propor um exercício? Que tal, se comparassem as representações de David feitas por Miguel Ângelo e por Donatello? Quereriam ambos representar o mesmo aspecto da personagem?

 

Nota: para quem se não lembra, recordo que David foi o pequeno israelita que derrotou o gigante Golias com uma funda e que, depois, se veio a tornar no mais importante rei de Israel.
Fátima Stocker
publicado por asergio às 17:46
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Domingo, 13 de Abril de 2008

Arquitectura Manuelina

-
O estilo manuelino desenvolveu-se em Portugal em finais do séc. XV e início do séc. XVI, sobretudo durante o reinado de D. Manuel I, rei de quem deriva o nome do estilo.
 
Vimos, na aula, que o manuelino utiliza elementos de vários outros estilos a que associa uma decoração muito original. Essa ornamentação é profusa e exuberante, traduzindo-se em:
-
relevos de cinzelados muito finos e rendilhados, abarcando, essencialmente,
motivos naturalistas (sobretudo de influência marinha, mas também de muita fauna e flora, alguns dos quais imaginários),
a simbologia dos descobrimentos, mas também
a heráldica régia (os símbolos régios e nacionais).
Eis, agora, algumas imagens de obras-primas da arquitectura manuelina:
- 
   Nave central da Igreja dos Jerónimos, em Lisboa
Igreja dos Jerónimos. Repara no belíssimo efeito decorativo provocado pelas colunas e arcaria
-
   Claustro dito de D. João III (estilo renascentista)
Claustro de D. João III (Convento de Cristo em Tomar) Ao fundo, estilo manuelino; à frente, estilo  clássico renascentista
Compara os dois estilos e perceberás melhor as diferenças.
-
  
Convento de Cristo em Tomar: fachada da sala do capítulo. Esta fotografia foi retirada daqui:
-
Foram vários os arquitectos ligados ao estilo manuelino, mas destacam-se:
_
Diogo Boitaca (Igreja de Jesus em Setúbal; Mosteiro dos Jerónimos, etc.);
Mateus Fernandes (Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha);
Diogo Arruda (Convento de Cristo em tomar);
João de Castilho (Capela-mor da sé de Braga; Mosteiro dos Jerónimos)
-
Nota: uma breve pesquisa pela internet fornece numerosas imagens de edifícios de estilo manuelino. Sobre a Igreja dos Jerónimos, para que percebas melhor a relação com a função religiosa, aconselho que visites a página da Paróquia de S.ta Maria de Belém (clica nas palavras).
-
Há dúvidas? Sugestões?
Bom trabalho
-
Fátima Stocker
publicado por asergio às 17:09
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Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Renascimento: a arquitectura

Antes de mais, gostaria que cada um percorresse a página, olhasse para as imagens e deixasse deslumbrar. Para ver a imagem ampliada basta clicar sobre ela. Depois, então,lê o texto e procura as características da…

 

  arquitectura do Renascimento

 

 

 

A arquitectura do Renascimento, já o sabes, inspirou-se directamente, na arquitectura greco-romana. À Antiguidade foram-se buscar os elementos essenciais dessa forma de construir:

          as ordens arquitectónicas

     (dórica, jónica e coríntia);

      o arco de volta perfeita;

      o frontão;

      a abóbada de berço;

       a cúpula; etc.

Devido a isso, o Renascimento transforma-se numa segunda época clássica. (Nos dois esquemas podes encontrar cada um dos elementos referidos).

 

    Palácio RuccelaiMiguel Ângelo: Biblioteca Laurentina

A característica mais evidente desta nova arquitectura é a impressão de horizontalidade (por oposição ao gótico) definida pelas cornijas, frisos e balaustradas.

 

Predomina um equilíbrio que é absolutamente geométrico para o qual contribui a simetria presente na distribuição dos volumes.

 

 Bramante: Basílica de S. Pedro

 

 

 

Brunelleschi: Catedral de Santa Maria das Flores

Brunelleschi foi o primeiro grande arquitecto do Renascimento, responsável, entre muitas outras, pela construção de grande parte Catedral de Santa Maria das Flores em Florença, nomeadamente da sua grande cúpula.

Esta obra serviria de inspiração a quase todos os outros arquitectos, nomeadamente Bramante que construiu a Basílica de S. Pedro em Roma e Miguel Ângelo, responsável pela enorme cúpula dessa catedral.

   Cúpula da Basílica de S. Pedro: Miguel Ângelo   Interior da cúpula da Basílica de S. Pedro em Roma

 

 

Fátima Stocker

publicado por asergio às 23:20
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Sexta-feira, 14 de Março de 2008

Belas palavras para decorar nas férias...

Aqui ficam três poemas de Camões. Basta escolher um deles e decorá-lo. Depois, é só fazer boa figura na aula. Olhem que faço mesmo o concurso! Não se esqueçam: ensaiar ao espelho é boa forma de ensaiar o dizer bem. Quero a vossa alma inteirinha nas palavras que disserem.

---

Vai correr muito bem, tenho a certeza!

-

Soneto:

-

Amor é um fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer.

-

É um não querer mais que bem querer;

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que ganha em se perder.

-

É querer estar preso por vontade;

é servir a quem vence, o vencedor;

é ter com quem nos mata, lealdade.

-

Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?

-

___//___

Endechas a Bárbara Escrava

-

Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que para meus olhos
Fosse mais formosa.

-
Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.
-
Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Para ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.
-
Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.
-
Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo,
E, pois nela vivo,
É força que viva.
-
___//___
endecha: canção triste.
-
Agora uma cantiga  bem humorado:
-
Não sei se me engana Helena,
Se Maria, se Joana,
não sei qual delas me engana.
-
Uma diz que me quer bem,
outra jura que mo quer;
mas, em jura de mulher
quem crerá, se elas não crêm?
Não posso não crer a Helena,
a Maria, nem Joana,
mas não sei qual mais me engana.
--
Uma faz-me juramentos
que só meu amor estima;
a outra diz que se fina,
Joana, que bebe os ventos.
Se cuido que mente Helena,
também mentirá Joana;
mas quem mente, não me engana.-
___//___
 
Notar, nesta cantiga, o jogo de palavras entre crer (acreditar) e querer (desejar).
"Beber os ventos" significava ser capaz de fazer tudo por alguém.
Mãos à obra, para que tudo saia muito bonito!
sinto-me:
publicado por asergio às 19:32
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O Homem de Vitrúvio...

... já sabemos, é de Leonardo da Vinci que, com essa obra, ilustra uma máxima dos Homens do Renascimento:

 

Homem de Vitrúvio

 

O Homem é um microcosmos.

Belíssima representação, não e?

publicado por asergio às 19:04
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

Objectivos para o ponto

1 - Explica quais os objectivos da política expansionista de D. João II.

2 - Identifica, no mar, as principais rotas de descobrimentos:

de Bartolomeu Dias na dobragem do cabo da Boa Esperança;

de Cristóvão Colombo no descobrimento da américa;

de Vasco da Gama no descobrimento do caminho marítimo para a Índia;

de Pedro Álvares Cabral no descobrimento do Brasil.

3 - Justifica o percurso das viagens de regresso do Oriente.

4 - Explica o significado do Tratado de Tordesilhas.

5 - Justifica os obstáculos que os muçulmanos puseram à presença portuguesa no Oriente.

6 - Explica o que é uma feitoria.

7 - Indica os produtos do comércio entre Portugal e África.

8 - Explica como estava organizado o império português do Oriente.

9 - Justifica as conquistas de Afonso de Albuquerque.

10 -  Identifica os três primeiros vice-reis da Índia.

11 - Identifica os produtos do comércio português da rota do Cabo.

12 - Explica o modo de colonização do Brasil.

13 -  Relaciona o tráfico de escravos com a colonização do Brasil.

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publicado por asergio às 19:01
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S. Francisco de Borja

Temo-nos referido à importância da Companhia de Jesus na propagação da fé católica, nomeadamente, no Oriente. Falámos em S.Francisco Xavier, o "apóstolo das Índias"  e em algumas turmas veio à baila, também, o nome de S. Francisco de Borja, a propósito dos seguintes acontecimentos:

D. Isabel de Portugal, imperatriz da alemanha, por TicianoEm 1529 faleceu a imperatriz Isabel da Alemanha, esposa de Carlos V e filha de D. Manuel de Portugal. A imperatriz estava no auge da sua beleza e do seu poder, sendo estimada e respeitada por todos na Alemanha. Carlos V, o poderosíssimo imperador da Alemanha e rei de Espanha  decidiu que Francisco de Borja, futuro duque de Gandía, deveria acompanhar os restos mortais de D. Isabel até ao panteão real de Espanha, em Granada. Imagine-se a viagem, da Alemanha até à Espanha, a acompanhar os restos mortais de uma imperatriz tão amada e respeitada!

Uma vez chegados, quinze dias depois, e sob um sol abrasador, Francisco de Borja teve que reconhecer o corpo já em adiantado estado de decomposição. Nessa altura reflectiu profundamente sobre a fragilidade das glórias do mundo e decidiu que só valia a pena amar a Deus, o único ser que é eterno. Terá verbalizado o seu pensamento nestes belíssimos termos:

nunca mais amarei quem não possa viver sempre!

 

Mais tarde, devido àquela decisão, S. Francisco de Borja irá ingressar na Companhia de Jesus da qual viria a ser figura destacada.

 

As reflexões do duque de Gandía impressionaram tanto a nossa poetisa Sophia de Mello Breyner, que dedicou um poema ao assunto. É este:

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MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GANDIA

SOBRE A MORTE DE ISABEL ISABEL DE PORTUGAL
Nunca mais 
A tua face será pura limpa e viva 
Nem o teu andar como onda fugitiva 
Se poderá nos passos do tempo tecer. 
E nunca mais darei ao tempo a minha vida. 
 
Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
A luz da tarde mostra-me os destroços 
Do teu ser. Em breve a podridão 
Beberá os teus olhos e os teus ossos 
Tomando a tua mão na sua mão. 
 
Nunca mais amarei quem não possa viver 
Sempre, 
Porque eu amei como se fossem eternos 
A glória, a luz e o brilho do teu ser, 
Amei-te em verdade e transparência 
E nem sequer me resta a tua ausência, 
És um rosto de nojo e negação 
E eu fecho os olhos para não te ver. 
 
Nunca mais servirei senhor que possa morrer. 

Lindíssimo, não é? Se quiserem ler mais poemas de Sophia de Mello Breyner podem consultar esta página.

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------Fátima Stocker

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publicado por asergio às 17:57
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