Fátima Stocker
Ora então, a pedido do André Durães, aqui ficam duas imagens da Última Ceia de Leonardo da Vinci.
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É uma obra de um dramatismo poderoso porque representa a última refeição de Jesus que sabia que iria sofrer, brevemente, um processo infame e uma morte horrível. Leonardo, parece-me, representa o momento em que Jesus diz aos discípulos que será um deles quem o irá trair. Olhemos com atenção os gestos, os rostos e as expressões.
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Só depois de nos deslumbrarmos é que devemos olhar para os aspectos técnicos. Repare-se no modo como obteve a perspectiva. Brilhante, não é?
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Gostaria de ler as vossas interpretações, agora que aprenderam a olhar melhor para uma obra de arte e a compreendê-la.
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Nota (para o André, pois foi dele o pedido, mas vale para todos): dado que as fotos do sapo só permitem uma ampliação pequena, sugiro-te que visites esta galeria de arte. Entras e, na página que se abre, aparece-te o abecedário (em baixo). Clicas em "L" de Leonardo e procuras Leonardo da Vinci (está tudo organizado por ordem alfabética). Encontrado Leonardo, podes abrir cada um dos links, mas aquilo que procuras está em "Paintings in the 1490s". Se clicares sobre as imagens terás uma bela surpresa. Depois dizes-me.
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Deixaste-me muito feliz com o teu pedido.
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Fátima Stocker
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Também os escultores renascentistas se inspiraram directamente nos modelos clássicos. As suas figuras – nomeadamente a figura humana – são representadas de forma harmoniosa e com um realismo notável para o qual contribui o estudo profundo da anatomia. Tal estudo revela o desejo de perfeição que estes escultores sempre almejaram alcançar.
É igualmente da Antiguidade Clássica que se recupera a representação do nu humano e as figuras equestres.
Ghiberti e Donatello são dois nomes grandes da escultura renascentista, mas foi com Miguel Ângelo que ela atingiu um grau de perfeição dificilmente alcançável. Repara no dinamismo, no vigor ou no dramatismo que este artista admirável consegue imprimir a todas as suas obras!
Agora vou calar-me porque quero, apenas, que te deixes encantar pelas imagens. Já sabes: para ampliar é só clicar sobre as figuras.
Posso propor um exercício? Que tal, se comparassem as representações de David feitas por Miguel Ângelo e por Donatello? Quereriam ambos representar o mesmo aspecto da personagem?
motivos naturalistas (sobretudo de influência marinha, mas também de muita fauna e flora, alguns dos quais imaginários),a simbologia dos descobrimentos, mas tambéma heráldica régia (os símbolos régios e nacionais).
A arquitectura do Renascimento, já o sabes, inspirou-se directamente, na arquitectura greco-romana. À Antiguidade foram-se buscar os elementos essenciais dessa forma de construir:
as ordens arquitectónicas
(dórica, jónica e coríntia);
o arco de volta perfeita;
o frontão;
a abóbada de berço;
a cúpula; etc.
Devido a isso, o Renascimento transforma-se numa segunda época clássica. (Nos dois esquemas podes encontrar cada um dos elementos referidos).
A característica mais evidente desta nova arquitectura é a impressão de horizontalidade (por oposição ao gótico) definida pelas cornijas, frisos e balaustradas.
Predomina um equilíbrio que é absolutamente geométrico para o qual contribui a simetria presente na distribuição dos volumes.
Brunelleschi foi o primeiro grande arquitecto do Renascimento, responsável, entre muitas outras, pela construção de grande parte Catedral de Santa Maria das Flores em Florença, nomeadamente da sua grande cúpula.
Esta obra serviria de inspiração a quase todos os outros arquitectos, nomeadamente Bramante que construiu a Basílica de S. Pedro em Roma e Miguel Ângelo, responsável pela enorme cúpula dessa catedral.
Fátima Stocker
Aqui ficam três poemas de Camões. Basta escolher um deles e decorá-lo. Depois, é só fazer boa figura na aula. Olhem que faço mesmo o concurso! Não se esqueçam: ensaiar ao espelho é boa forma de ensaiar o dizer bem. Quero a vossa alma inteirinha nas palavras que disserem.
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Vai correr muito bem, tenho a certeza!
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Soneto:
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Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
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É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
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É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
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Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
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Endechas a Bárbara Escrava
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Aquela cativa
Que me tem cativo,
Porque nela vivo
Já não quer que viva.
Eu nunca vi rosa
Em suaves molhos,
Que para meus olhos
Fosse mais formosa.-Nem no campo flores,
Nem no céu estrelas
Me parecem belas
Como os meus amores.
Rosto singular,
Olhos sossegados,
Pretos e cansados,
Mas não de matar.-Uma graça viva,
Que neles lhe mora,
Para ser senhora
De quem é cativa.
Pretos os cabelos,
Onde o povo vão
Perde opinião
Que os louros são belos.-Pretidão de Amor,
Tão doce a figura,
Que a neve lhe jura
Que trocara a cor.
Leda mansidão,
que o siso acompanha;
Bem parece estranha,
Mas bárbara não.-Presença serena
Que a tormenta amansa;
Nela, enfim, descansa
Toda a minha pena.
Esta é a cativa
Que me tem cativo,
E, pois nela vivo,
É força que viva.-
___//___endecha: canção triste.-Agora uma cantiga bem humorado:-Não sei se me engana Helena,Se Maria, se Joana,não sei qual delas me engana.-Uma diz que me quer bem,outra jura que mo quer;mas, em jura de mulherquem crerá, se elas não crêm?Não posso não crer a Helena,a Maria, nem Joana,mas não sei qual mais me engana.--Uma faz-me juramentosque só meu amor estima;a outra diz que se fina,Joana, que bebe os ventos.Se cuido que mente Helena,também mentirá Joana;mas quem mente, não me engana.-
Mãos à obra, para que tudo saia muito bonito!
... já sabemos, é de Leonardo da Vinci que, com essa obra, ilustra uma máxima dos Homens do Renascimento:
O Homem é um microcosmos.
Belíssima representação, não e?
1 - Explica quais os objectivos da política expansionista de D. João II.
2 - Identifica, no mar, as principais rotas de descobrimentos:
de Bartolomeu Dias na dobragem do cabo da Boa Esperança;
de Cristóvão Colombo no descobrimento da américa;
de Vasco da Gama no descobrimento do caminho marítimo para a Índia;
de Pedro Álvares Cabral no descobrimento do Brasil.
3 - Justifica o percurso das viagens de regresso do Oriente.
4 - Explica o significado do Tratado de Tordesilhas.
5 - Justifica os obstáculos que os muçulmanos puseram à presença portuguesa no Oriente.
6 - Explica o que é uma feitoria.
7 - Indica os produtos do comércio entre Portugal e África.
8 - Explica como estava organizado o império português do Oriente.
9 - Justifica as conquistas de Afonso de Albuquerque.
10 - Identifica os três primeiros vice-reis da Índia.
11 - Identifica os produtos do comércio português da rota do Cabo.
12 - Explica o modo de colonização do Brasil.
13 - Relaciona o tráfico de escravos com a colonização do Brasil.
Temo-nos referido à importância da Companhia de Jesus na propagação da fé católica, nomeadamente, no Oriente. Falámos em S.Francisco Xavier, o "apóstolo das Índias" e em algumas turmas veio à baila, também, o nome de S. Francisco de Borja, a propósito dos seguintes acontecimentos:
Em 1529 faleceu a imperatriz Isabel da Alemanha, esposa de Carlos V e filha de D. Manuel de Portugal. A imperatriz estava no auge da sua beleza e do seu poder, sendo estimada e respeitada por todos na Alemanha. Carlos V, o poderosíssimo imperador da Alemanha e rei de Espanha decidiu que Francisco de Borja, futuro duque de Gandía, deveria acompanhar os restos mortais de D. Isabel até ao panteão real de Espanha,
Uma vez chegados, quinze dias depois, e sob um sol abrasador, Francisco de Borja teve que reconhecer o corpo já em adiantado estado de decomposição. Nessa altura reflectiu profundamente sobre a fragilidade das glórias do mundo e decidiu que só valia a pena amar a Deus, o único ser que é eterno. Terá verbalizado o seu pensamento nestes belíssimos termos:
nunca mais amarei quem não possa viver sempre!
Mais tarde, devido àquela decisão, S. Francisco de Borja irá ingressar na Companhia de Jesus da qual viria a ser figura destacada.
As reflexões do duque de Gandía impressionaram tanto a nossa poetisa Sophia de Mello Breyner, que dedicou um poema ao assunto. É este:
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MEDITAÇÃO DO DUQUE DE GANDIA
SOBRE A MORTE DE ISABEL ISABEL DE PORTUGALNunca maisA tua face será pura limpa e vivaNem o teu andar como onda fugitivaSe poderá nos passos do tempo tecer.E nunca mais darei ao tempo a minha vida.Nunca mais servirei senhor que possa morrer.A luz da tarde mostra-me os destroçosDo teu ser. Em breve a podridãoBeberá os teus olhos e os teus ossosTomando a tua mão na sua mão.Nunca mais amarei quem não possa viverSempre,Porque eu amei como se fossem eternosA glória, a luz e o brilho do teu ser,Amei-te em verdade e transparênciaE nem sequer me resta a tua ausência,És um rosto de nojo e negaçãoE eu fecho os olhos para não te ver.Nunca mais servirei senhor que possa morrer.
Lindíssimo, não é? Se quiserem ler mais poemas de Sophia de Mello Breyner podem consultar esta página.
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